
Durante a 1ª Conferência Internacional MOB Design, em São Paulo, a Motorola apresentou seus equipamentos voltados para as chamadas áreas de missão crítica, como ocorrências de incêndios e perseguições policiais. A empresa possui um setor exclusivamente voltado para o segmento, a Divisão de Soluções de Mobilidade para Governo e Empresas, cujo presidente da área de design e integração, Bruce Claxton, veio ao Brasil para falar sobre o desenvolvimento desses equipamentos. “Os profissionais de segurança pública, como policiais, bombeiros e de resgate, precisam ter em mãos no seu dia a dia, aparelhos que possam ser acionados de forma intuitiva. A ideia é que esses equipamentos os ajudem em suas decisões imediatas, quando mal há tempo de pensar nas ações tomadas, muito menos no funcionamento do produto”, disse Claxton.
Não se trata de uma tarefa fácil. Para criar os aparelhos, é preciso que os designers façam uma imersão nas próprias situações críticas, para conhecer exatamente as necessidades dos usuários nos mais diversos aspectos, do psicológico ao comportamental e de ergonomia. O resultado é que os aparelhos priorizam a facilidade de manuseio e de compreensão de seus recursos.
No Brasil, a Motorola é um dos principais fornecedores da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Para as polícias militar, civil e técnico-científica, a empresa entregou sistemas de rádio digital, criptografia de voz e despacho de voz e dados, além de expansão de PABX e backbone de micro-ondas, equipamentos que beneficiaram de forma direta o trabalho de inteligência da polícia, com a migração de todas as atividades de missão crítica da capital e da região metropolitana do sistema de comunicação analógica para a digital.
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Revista Conhecimento & Inovação
ISSN 1984-4395