Julho / agosto de 2007
  • PÍLULAS
  • Munição brasileira contra a gripe
  • Tânia Nogueira Álvares

Um acordo de transferência de tecnologia firmado em 1999 entre o Instituto Butantan, a Fundação Butantan e a empresa farmacêutica Sanofi Pasteur foi o primeiro passo para que o Brasil pudesse inaugurar a única fábrica de vacinas contra o vírus Influenza, causador da gripe, na América Latina.

Projetada para ser uma das poucas  fábricas de Biosegurança Nível 3, certificada pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), a unidade possui uma das duas ultracentrífugas em operação na América Latina. A outra também está no Butantan na unidade de produção de vacina contra a hepatite B.

Com cerca de 10 mil m², a fábrica – que recebeu aporte público de R& 68 milhões - terá capacidade de produzir até 40 milhões de doses de vacina por ano. A partir de 2008, o instituto suprirá completamente a necessidade do país de vacinas usadas na campanha nacional dos idosos, o que deverá gerar uma economia de R$ 100 milhões, de acordo com estimativa do Butantan.

Parceira do projeto, a avícola Globoaves, de Cascavel, no Paraná, vai fornecer a principal matéria-prima do produto. Líder nacional do setor de produção e comercialização de ovos férteis e pintos de corte e postura, a empresa vai entregar diariamente ao Butantan cerca de 200 mil ovos para a fabricação da vacina.

O contrato prevê ainda o fornecimento semanal de ovos embrionados, destinados especialmente ao laboratório encarregado de desenvolver a vaicna contra a gripe aviária. O Instituto Butantan está com fábrica piloto pronta para a produção da vacina contra a gripe aviária, apenas aguarda a licença de manipulação do vírus pela CTNBio.

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Revista Conhecimento & Inovação
ISSN 1984-4395

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